"Tunando" a sua raquete
Cada vez mais, temos conhecido equipamentos que
nos ajudam a modificar no mínimo sutilmente a raquete de
tênis, sejam eles acessórios ou até sofisticadíssimas
máquinas que nos auxiliam no acerto de nossas raquetes.
Nesta matéria, conheceremos o que pode ser feito e que
resultado gera em nosso jogo a modificação de nosso
equipamento.
O primeiro passo é ter a noção
exata do que precisa ser modificado. É normal ao trocar
um modelo de raquete, que com o passar do tempo, o tenista com
conhecimento de jogo mais apurado, saiba detectar se precisa de
um pouco mais de potência, controle em seus golpes ou simplesmente
necessita apenas de uma raquete mais pesada.
É aí que entram as fitas de chumbo.
Na minha opinião, mais importante do que quanto peso usar
é onde o colocar, pois isso mudará drasticamente
o resultado de uma batida. Muitos tenistas têm a impressão
equivocada que só se acrescenta peso na cabeça da
raquete quando, na verdade, temos três principais tipos
de variações a serem analisadas:
Acrescentar peso na cabeça: Esta medida
serve quando o tenista acha que sua bola está chegando
muito curta a quadra adversária. Neste caso, usamos fitas
de chumbo da metade do aro para frente. Isso mudará o ponto
de equilíbrio da raquete e, consequentemente, a deixará
com mais peso na cabeça, proporcionando golpes mais longos.
Acrescentar peso no cabo: Quando achamos que
nossas bolas sempre estão saindo um palmo, dois palmos,
por mais que tentemos fazer o movimento certo, além de
poder aumentar um pouco a tensão das cordas, usar um certo
peso no cabo da raquete certamente será de grande valia,
pois esta atitude modificará o ponto de equilíbrio
da raquete em direção ao cabo, o que resultará
em mais controle nos golpes.
Acrescentar peso no coração da
raquete: Ao usarmos o peso na parte que une a cabeça da
raquete ao cabo, chamada de coração, teremos uma
raquete mais pesada no geral, sem alterar o ponto de equilíbrio,
ou seja, se você por acaso, acha que sua raquete está
ótima, não quer mudar a distribuição
de peso e só sente falta de alguns gramas, o que deve ser
feito é incluir o peso no coração.
Em qualquer um dos casos, é sempre imprescindível
usar as máquinas que temos hoje à disposição
para "balancear" sua raquete, pois estas maravilhas
tecnológicas fornecerão dados a respeito de nossas
raquetes, essenciais na hora de saber o que e quanto deve ser
alterado. Estas máquinas podem responder se seu par ou
trio de raquetes está realmente igual. Devemos também
levar em consideração o modelo de raquete que será
alterado. Acredito que esse tipo de mudança só é
válido quando a alteração não for
muito exagerada, pois se é necessário se usar muito
peso a mais, já entra outro problema que é esforço
a mais do tenista. Não se esqueçam que 10 gramas
que sejam de diferença, são sempre muito significativas,
principalmente no final do segundo set de um jogo duro! Pensem
nisso.
Também é comum, quando nos deparamos
com um par de raquetes supostamente igual, que as raquetes de
um mesmo modelo, às vezes, apresentem variações,
principalmente se são de lotes diferentes. Quando temos
o palpite ou a certeza de que as raquetes estão diferentes,
isso nos deixa, no mínimo, psicologicamente alterados.
No meio de um jogo, por exemplo, se sabemos que as raquetes têm
o mínimo de variação, certamente vamos ficar
pensando neste detalhe na hora da partida. Imagine na hora de
fechar o primeiro set e a corda arrebenta, você vai pegar
a outra raquete pensando "E agora... a raquete é diferente!”
De qualquer maneira, é sempre válido
tentar aprimorar seu equipamento
quando se sente falta de algo. O máximo que pode acontecer
é o tenista
não gostar do resultado e tirar o chumbo usado. No Brasil
Open de 2007, por exemplo, Marcos Daniel (atual número
1 do Brasil) sentiu uma diferença em uma das 7 ou 8 raquetes
que ele havia acabado de receber. Vimos na máquina que
essa diferença em uma delas realmente existia e era de
4 gramas! Isso foi acertado e foi um problema a menos para ele.
Portanto, se você acha que balanceamento
e tunning (afinação) são apenas para carros,
estão enganados. Vamos pegar nossas raquetes e mãos
à obra! |